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Data de publicação: 22 de janeiro de 2026
Segundo o governo do estado de Goiás, a balança comercial goiana fechou o ano de 2025 com um superávit de R$ 8 bilhões de reais, resultado bastante positivo. Esse indicador, embora sirva de parâmetro para entender como está a economia externa do estado, também indica algumas questões importantes sobre a economia doméstica. De acordo com o Professor Everton S. T. Rosa, da Universidade Federal de Goiás, serve de indicador importante para demonstrar que a economia contribui positivamente do ponto comercial. Dos diversos setores envolvidos com a exportação, há a dinamização das regiões em que são sediados, tendo em vista que o processo de geração desses produtos necessita da prestação de vários serviços de diversos outros setores como transporte, armazenamento, comunicação, etc.
O professor ainda salienta que “A existência de atividades produtivas diversificadas, como ocorre no Estado, sobretudo em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, movimenta a economia regional pelo lado da repercussão da geração de renda do trabalho na demanda doméstica”. Ou seja, as atividades domésticas não só auxiliam na geração e comércio do produto exterior como, especialmente no setor de serviços, são impulsionadas pela economia externa.
Nos últimos anos algumas iniciativas federais e estaduais têm ajudado a revitalizar a economia goiana. Segundo o Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), liberado em 14 de janeiro de 2026, em um período de 12 meses Goiás teve um avanço de 4,3%, se destacando entre os estados da região. Rosa declara que “Ainda que em termos de PIB seja um setor de menor participação, tendo em vista que indústria e sobretudo serviços sejam os mais relevantes, é um setor que gera dinamismo e contribuiu para o saldo positivo visto no balanço comercial”.
Entre algumas iniciativas do estado que são de bastante importância para a manutenção de setores da indústria, o professor cita o Programa de Desenvolvimento Regional (FOMENTAR/PRODUZIR), PRODUZIR (e MICROPRODUZIR), a Política de Fomento à Inovação em Inteligência Artificial, Incentivos à Economia Circular e Energia Limpa, Programa de Qualificação para a Exportação (PEIEX), Inova Export, Acredita Exportação, entre outras. Dentre esses, o primeiro – conhecido como PROGOIAS – tem validade até 2032 e serve para desburocratizar a concessão de benefícios fiscais para a indústria, oferecendo também crédito outorgado, sem financiamento.
Em entrevista, o professor também expôs sua visão das perspectivas econômicas para o ano de 2026. Fique de olho no nosso site para não perder a segunda parte deste artigo trazendo informações sobre o futuro do comércio goiano.